Reforma tributária: quais empresas serão mais impactadas
Serviços no Lucro Presumido, saúde, educação, construção e quem vende para outras empresas sentem a reforma de formas muito diferentes. Veja onde está o seu negócio.
A reforma do consumo (EC 132/2023 e LC 214/2025) troca PIS, Cofins, ICMS e ISS por um IVA dual — CBS e IBS — com crédito amplo e cobrança no destino. A alíquota de referência ainda depende de resolução do Senado; as estimativas oficiais ficaram entre cerca de 26,5% e 28%. O efeito, porém, varia muito de setor para setor.
Serviços no Lucro Presumido
É o grupo com maior risco de aumento de carga. Hoje, PIS/Cofins cumulativos e ISS somam algo entre 5,65% e 8,65% do faturamento. No novo modelo, a alíquota nominal é muito maior, e serviços costumam ter poucos insumos para gerar crédito. Sem revisão de preço e contratos, a diferença sai da margem.
Setores com redução de alíquota
- Saúde e educação: redução de 60% da alíquota — ainda assim, quem está no Presumido pode pagar mais que hoje.
- Profissões intelectuais regulamentadas: redução de 30%, com efeito relevante para escritórios e consultorias.
- Construção e imóveis: regime específico com redutores; incorporação, loteamento e locação precisam de simulação própria.
Quem vende para outras empresas (B2B)
Com o crédito amplo, o cliente pessoa jurídica passa a comparar o custo líquido do imposto. Fornecedores que não geram crédito integral — como muitos optantes do Simples tradicional — podem perder competitividade. É por isso que o regime híbrido do Simples entrou na pauta de tantas empresas.
Comércio e indústria no Lucro Real
Tendem a se beneficiar do crédito amplo, mas precisam rever cadastro fiscal, preços com imposto por fora e a base de fornecedores. O ganho só aparece se os créditos forem efetivamente aproveitados.
Os números acima são estimativas e mudam a cada regulamentação. O impacto real só aparece na simulação com os seus próprios documentos fiscais.
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